Eu estava de costas quando por mim você passou.
Mesmo assim num relance vi seu sorriso.
Não quis voltar e ver melhor porquê fiquei com medo.
Eu conhecia essa boca, embora fosse a primeira vez que a visse.
Sim! eu conhecia esse sorriso! a tempos me persegue.
É o mesmo que teimosamente se infiltra em meus devaneios.
Não podia de repente acreditar que ele existe, que agora se tornou real!
Continuei ali mais um pouco e esperei que você se fosse, mas . . . você permaneceu!
Finalmente criei coragem e lhe encarei, afinal você não parava de me olhar e quando finalmente, juntamente nos fitamos, eu percebi!
Eu percebi que perturbamos um ao outro!
Você foi mais extrovertido e não disfarçou a atração que lhe inflamou.
Eu me segurei, dei uma volta e sentei-me num canto.
E os nossos olhos se falaram!
Você não resistiu e aproximou-se.
Lembro com exatidão a sua primeira frase mas . . . não vou repetí-la.
Ela está dentro de mim e não quero que saia.
Não sabia o que dizer, afinal, estava um tanto assustada!
Se eu quisesse poderia ser amada, pois você se ofereceu!
Não foi fácil resistir, mas entenda, foi preciso, sempre deixo a voz do juízo falar mais alto do que o coração!
Contudo, foi muito bom ver você se interessar.
É curioso notar a amizade que brotou além da grande atração!
Você confiou-me segredos, falou de mágoas e frustrações, falou de algumas paixões etc e tal.
Você nem sabe quem sou e mesmo assim me amou no momento em que me viu! e nem precisava dizer, eu sabia eu pude ver, seu jeito revelou!
Perdoe-me deixá-lo sozinho mas . . . você, para mim, é espinho! só iria me machucar
Contudo, obrigada querido! valeu a emoção do momento.
Será que algum dia o verei?
É estranho pensar num estranho pois . . .
Nem seu nome, eu sei.